Auditorias à formação externa – um processo pleno de oportunidades
2015-03-12 15:14:29

No dia 26 de fevereiro, a ENB publicou o regulamento de auditorias no seu site. A entrada em vigor deste documento marca o princípio da implementação do mecanismo de auditorias enquanto garante da qualidade da formação ministrada pela ENB. 

Este processo iniciou-se em agosto de 2014 com o concurso para recrutamento, ao qual se seguiu a seleção e a respetiva formação dos primeiros auditores técnicos nas áreas do salvamento e desencarceramento e da emergência pré-hospitalar. Para breve está a abertura de um novo concurso para o recrutamento de auditores nas áreas de incêndios urbanos e industriais e de incêndios florestais. Nas restantes as áreas de formação, não serão nomeados auditores técnicos. A função será assumida pelo respetivo coordenador de área e um elemento do gabinete de auditorias ou um auditor coordenador. Estes e outros esclarecimentos vão ser dados em sessões de apresentação a realizar brevemente em diversos pontos do País.

Globalmente é possível adiantar já que as auditorias pretendem cumprir três objetivos principais. O primeiro, e mais evidente, é dar cumprimento ao Despacho 4205 A/2014 que atribui, na alínea d do artigo 4º, o dever da ENB auditar as formações por si ministradas e certificadas no âmbito da formação de bombeiros (formação de ingresso, de progressão na carreira e de aperfeiçoamento técnico).

As auditorias são também indispensáveis ao processo de certificação pelas entidades acreditadoras, nomeadamente a DGERT – Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, enquanto ferramentas para a melhoria contínua do processo formativo.

O último dos principais propósitos das auditorias é talvez o mais valioso (em termos práticos): a uniformização. A garantia de que as mais de 1 400 ações ministradas anualmente (1) , de norte a sul, cumprem com os mesmos parâmetros, o necessário rigor técnico, pedagógico e administrativo. Daqui só podem advir benefícios mensuráveis, de curto a longo-prazo, para os bombeiros e todos os intervenientes no seu processo formativo.

Para isso, a ENB conta com a estreita colaboração dos seus principais parceiros: os corpos de bombeiros e as Unidades Locais de Formação, onde são ministradas 92,4% (2) das ações de formação. Toda esta intensa atividade carece de uma ferramenta de avaliação exclusivamente pedagógica, sem carácter punitivo, que permita identificar oportunidades de melhoria para que possam ser introduzidas no processo formativo dos 18 500 bombeiros (1) que todos os anos recebem formação descentralizada. 


(1) Média dos últimos 5 anos
(2) Resultados de 2014

 

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